sábado, 7 de setembro de 2013

Vício da fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.Oswald de Andrade

Linguagem Verbal e Não Verbal

Linguagem é todo sistema de sinais que nos permite realizar comunicação. O homem utiliza diversas maneiras para se comunicar, dentre elas, a música, a pintura, o desenho, a dança, a linguagem dos surdos-mudos (Libras), os sinais de trânsito, o idioma etc. Pode-se afirmar que a linguagem é resultado de práticas sociais de determinada cultura que é responsável por representá-la e justificá-la. Sendo assim, divide-se a linguagem em verbal e não verbal.A linguagem verbal é aquela que usa as palavras no processo comunicativo. O idioma que utilizamos, por exemplo, é linguagem verbal. Já a linguagem não verbal é aquela não utiliza palavras, isto é, faz uso de outros sinais para estabelecer comunicação. Por exemplo, a Língua Brasileira de Sinais é um tipo de linguagem não verbal.Linguagem não verbal: No uso da linguagem não verbal no texto acima, se tem placas de trânsito representadas por símbolos dotados de significação, fato que possibilita a comunicação.



Variação Linguística

variação de uma língua é o modo pelo qual ela se diferencia, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sócio-cultural no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente. É o conjunto das diferenças de realização linguística falada pelos locutores de uma mesma língua. Tais diferenças decorrem do fato de o sistema lingüístico não ser unitário, mas comportar vários eixos de diferenciação: estilístico, regional, sociocultural, ocupacional e etário. A variação e a mudança podem ocorrer em algum ou em vários dos subsistemas constitutivos de uma língua (fonético, morfológico, fonológico, sintático, léxico e semântico). O conjunto dessas mudanças constitui a evolução dessa língua.
A variação é também descrita como um fenômeno pelo qual, na prática corrente de um dado grupo social, em dada época e em dado lugar, uma língua nunca é idêntica ao que ela é em outra época e outro lugar, na prática de outro grupo social. O termo variação pode também ser usado como sinônimo de variante. Existem diversos fatores de variação possíveis - associados a aspectos geográficos e sociolinguísticos, à evolução linguística e ao registro linguístico.


Nenhuma língua permanece a mesma em todo o seu domínio e, ainda num só local, apresenta um sem-número de diferenciações.[...] Mas essas variedades de ordem geográfica, de ordem social e até individual, pois cada um procura utilizar o sistema idiomático da forma que melhor lhe exprime o gosto e o pensamento, não prejudicam a unidade superior da língua, nem a consciência que têm os que a falam diversamente de se servirem de um mesmo instrumento de comunicação, de manifestação e de emoção.— Celso Cunha

Agente ou a gente

As duas palavras estão corretas e existem na língua portuguesa. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. A palavra agente é um substantivo comum e se refere a pessoa que faz algo. A gente é uma locução pronominal equivalente ao pronome pessoal reto nós.
A gente é uma locução pronominal formada pelo artigo definido feminino a e pelo substantivo gente, que se refere a um conjunto de pessoas, à população, humanidade, povo. A expressão a gente é semanticamente equivalente ao pronome pessoal reto nós e gramaticalmente equivalente ao pronome pessoal reto ela, devendo assim o verbo ser conjugado na terceira pessoa do singular. Exprime um sujeito indeterminado, ou seja, as pessoas que falam (nós) ou as pessoas em geral (todos). Esta expressão deverá ser utilizada apenas numa linguagem informal.
Exemplos:
A gente vai à praia depois do almoço.
Ontem, a gente falou com ele, mas ele continuava triste com a situação. 
Toda a gente sabe que um dia tem vinte e quatro horas. 

Agente tem sua origem na palavra em latim agens e se refere ao sujeito da ação, ou seja, a pessoa que atua, opera, faz. É um adjetivo e um substantivo de dois gêneros porque apresenta sempre a mesma forma, quer no gênero feminino, quer no gênero masculino (o agente/a agente).

Exemplos:
Aquele agente da polícia conseguiu prender o ladrão.
O agente da passiva equivale ao sujeito da voz ativa. 
A agente secreta está em missão num país estrangeiro.

Aprenda a diferença entre \"que\" (pronome relativo) e \"que\" (conjunção).

Saber classificar a palavra "que" é imprescindível para se compreender os mecanismos de funcionamento da língua portuguesa.
CASO 1: A palavra "que" é chamada de pronome relativo, quando equivale a o qual, a qual, os quais, as quais. Veja os exemplos abaixo:
Exemplo 1: O homem que fuma, vive pouco.
Exemplo 2: O homem, que é um ser racional, vive pouco.
No exemplo 1, diz-se que o pronome relativo "que" é restritivo, pois inicia uma oração ("que fuma bastante") que se refere a um homem em particular, específico, e não a todos os homens, de forma universal. Especificar, particularizar, significa restringir.
No exemplo 2, diz-se que o pronome relativo "que" é explicativo, pois inicia uma oração ("que é um ser racional") que se refere, não a um homem específico (restrito); mas a todos os homens, a toda a humanidade.
CASO 2: A palavra "que" desempenha a função de uma conjunção, quando, geralmente, vem antecedida de um verbo e não equivale a o qual (s), a qual (s). Veja os exemplos abaixo:
Exemplo 3: Percebi que ela estava triste.
Exemplo 4: Vem, que eu te quero.
Nestes dois exemplos, observe que os termos que antecedem a palavra "que" são verbos. Em nenhum desses casos, a palavra "que" equivale a o qual, a qual, os quais, as quais.
É claro que a palavra "que" pode assumir outras funções morfológicas além dos dois casos citados. Porém, as duas funções mais frequentes são a de pronome relativo e a de conjunção.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

DIFERENÇA ENTRE “MAIS” E “MAS”

É extremamente comum confundir o Advérbio de intensidade“mais” com a Conjugação Adversativa “mas”. Contudo, a boa notícia é que hoje você irá aprender de forma simples e objetiva a usar corretamente essas palavras. Acompanhe a aula:
MAS: possui ideia de oposição. Pode ser substituído por “contudo, todavia, entretanto, não obstante, no entanto”. Veja alguns exemplos:
João trabalha muito, mas ganha pouco.
Disse que ia ao teatro, mas não foi!
MAIS: expressa ideia de intensidade; quantidade. Exemplos:
Era o mais romântico da turma.
Venceu mais uma vez!